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segunda-feira, 22 de junho de 2015

O AMOR NÃO TEM IDADE

O AMOR NÃO TEM IDADE

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Recentemente uma de minhas leitoras me escreveu pedindo que abordasse esse assunto em um de meus textos e aqui está minha tentativa de argumentar e desmistificar o problema da diferença de idade nos relacionamentos.
Existe em nossa sociedade um severo preconceito quanto aos relacionamentos onde a diferença de idade seja grande. E eu acredito que o pior problema seja mesmo o preconceito.
O primeiro ponto que gostaria de destacar a favor desses relacionamentos, é que a idade mental nem sempre condiz com a idade cronológica. Ou seja, existem pessoas jovens com cabeça de velhas, e pessoas velhas com cabeça de jovens. O amadurecimento emocional não ocorre necessariamente pareado com a passagem do tempo; é claro que as vivências contam, mas as histórias familiares é que irão revelar se uma pessoa ficou presa no passado e não cresceu emocionalmente ou se ela quando criança precisou envelhecer para sobreviver em sua família.
Dessa maneira, a atração entre pessoas de idades muito diferentes pode no fundo revelar semelhanças na maturidade emocional de ambas.
Um segundo ponto, refere-se ao objetivo pelo qual as pessoas procuram um relacionamento. Algumas procuram por dinheiro, status, poder, beleza, sexo, dependência, sendo que outras procuram por amor, afetividade, companheirismo, valores, etc. Cabe a cada pessoa saber definir seus objetivos, e mesmo que eles sejam ruins aos olhos dos outros, é um direito dessas pessoas se unirem, independente do julgamento alheio.
Um terceiro ponto, diz respeito as relações de dependência, onde as buscas relacionais estão ligadas as buscas parentais. Mulheres que buscam homens mais velhos por desejarem um pai; mulheres que buscam homens mais jovens por desejarem um filho; homens mais velhos que buscam mulheres mais jovens por desejarem uma filha e homens mais jovens que buscam uma mãe nas mulheres. 
Todas essas buscas são inconscientes e refletem as carências infantis dos indivíduos, alguns buscando pai e mãe que não tiveram, outros que foram protegidos demais pelos pais e ficaram infantis; e ainda outros exercendo essas funções de pai e mãe que provavelmente foram as funções assumidas em suas famílias de origem.
Por último, gostaria de apontar aqueles relacionamentos que as pessoas simplesmente se apaixonaram uma pela outra, se permitiram viver essa paixão que evoluiu depois para um amor, e isso pode acontecer em qualquer idade. Existem conexões mais profundas que fazem parte do mistério da vida. Amores que se reconhecem ao se encontrarem.
A atração está mais ligada com as conexões inconscientes do que podemos imaginar. A escolha consciente nem sempre revela os mistérios da escolha inconsciente. Portanto, não existem casais inadequados. Todos os casais são adequados para as crenças, valores, desejos, e maturidade emocional dos indivíduos. Se esses fatores mudam, daí sim a atração e a escolha amorosa mudarão.  
Cabe a nós termos consciência dos nossos preconceitos e julgamentos, guardando-os pra nós mesmos, respeitando as escolhas dos outros.

Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
em Belo Horizonte

Referência da Figura
1 –imagem retirada do google imagens

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domingo, 31 de maio de 2015

O QUE É UM AMOR MADURO?

O QUE É UM AMOR MADURO? 
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Venho pensando sobre essa questão, e não tenho uma resposta pronta, mas fiz alguns levantamentos de ideias, que em minha opinião levam ao amadurecimento das pessoas e das relações. Neste post separei três itens para começarmos nossas reflexões. Vejamos:
Empatia – este é um ponto muito importante em qualquer relação. Significa a capacidade psicológica de se colocar no lugar de outra pessoa, tentando compreender seus sentimentos e emoções diante das situações vividas. A empatia leva as pessoas à generosidade, pois na medida em que cada indivíduo compreende a dificuldade do parceiro, saberá respeitar seus limites e procurará ajudá-lo a superar os problemas vividos.
Quando um parceiro é empático com outro, ele tenta compreender quando suas atitudes geram impacto negativo nos sentimentos do outro, sem se armar de milhões de estratégias para se defender, e sem atacar. Ele tem a tranquilidade de saber que não quis ofender e quer mostrar isso amorosamente, ajudando o outro a se sentir seguro e amado.
Por outro lado, um parceiro não empático não se importa com o sentimento do outro, e é de certa forma egoísta ou egocêntrico, só enxergando a si mesmo. Existem casais complementares de egoístas e generosos, mas nessas relações a troca afetiva é bastante comprometida e unilateral.
Perceber as Necessidades do Outro – pessoas egoístas e egocentradas não enxergam o parceiro e, portanto, só oferecem o que elas mesmas querem.  Por exemplo, só querem sair para lugares que gostam, dão presentes que têm a ver mais com elas ou nem sabem dar presentes dando dinheiro ou pedindo pra própria pessoa ou uma amizade escolher.
Numa relação que está amadurecendo, cada parceiro quer conhecer o outro, aprofundar na intimidade, saber dos seus desejos e anseios mais profundos, de suas crenças, valores, sonhos e projetos. E faz o que pode para ajudar o outro a crescer e desenvolver seus potenciais. Ao perceber suas necessidades, tenta oferecer da melhor forma possível o que o outro precisa, fazendo bem a ele.
Oferecer o Seu Melhor – somos seres muito carentes e o tempo todo estamos buscando alguém que cuide de nós. Nessa busca nos tornamos iguais mendigos de amor e deixamos de oferecer ou oferecemos muito pouco de nós mesmos, pedindo mais do que doando para a relação.
Também temos o costume de fazer uma contabilidade relacional, um livro de créditos e débitos, que restringe bastante a doação nos relacionamentos, pois o tempo todo ficamos verificando o que o outro nos oferece ou deixa de oferecer para num momento seguinte cobrar os débitos.
No amor maduro, cada um oferece o que tem de melhor, sem se preocupar com contas, sabendo que ao fazê-lo, receberá em troca o melhor do outro também. E sabe que quando o outro não está doando, é porque ele não está disponível naquele momento, mas tem a segurança de que a relação é de troca e não de abuso.
Em resumo, no amor imaturo, as pessoas são ainda muito infantis e demandam mais o cuidado do outro, como crianças querem os cuidados paternais. No amor maduro, as pessoas já são mais adultas, sabem cuidar de si mesmas e passam a doar mais de si mesmas ao outro. Assim, nas relações em processo de amadurecimento, a doação é um ponto de grande importância e a parceria vem para agregar e não para subtrair.
Querido leitor, deixe seus comentários sobre o que achou desse texto no espaço para comentários abaixo. Diga também quais outros pontos você entende como fazendo parte do amor maduro.

*O vídeo de Arly Cravo, Coach Relacional em São Paulo (acesse no link), foi inspirador para escrever este post.

 Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
em Belo Horizonte

Referência da Figura

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terça-feira, 17 de março de 2015

O AMOR NÃO É COISA PARA PREGUIÇOSOS

O AMOR NÃO É COISA PARA PREGUIÇOSOS


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Esta semana, lendo o livro “Viver não dói” da Leila Ferreira, me deparei com a frase da terapeuta de casais Lidia Aratangy: “casamento não é coisa para preguiçosos” (p.47). Eu já vinha pensando sobre o assunto e só ampliei a frase para incluir o amor no geral e não apenas o casamento, título deste post.

O que tenho observado é que as pessoas desejam ter relacionamentos, mas não estão muito dispostas a investir nos mesmos. Considero este investimento como englobando dedicação de tempo, diálogo, negociações, concessões e um verdadeiro desejo de ajudar o outro em seu processo de crescimento.

De fato somos preguiçosos. Gostaríamos que o relacionamento desse certo sem termos que fazer muito esforço, que naturalmente as coisas fluíssem. Enquanto o parceiro atende nossas necessidades, não contrariando nossas expectativas, o relacionamento flui “naturalmente”. Os problemas começam quando o outro nos frustra consciente ou inconscientemente, comprometendo essa fluidez.

O momento inicial da paixão é esse período “mágico” e fluido da vida a dois, onde parece que tudo se encaixa perfeitamente. Como os parceiros estão no período da conquista, eles acabam dando o melhor de si, sem fazer muito esforço e por isso temos a ilusão de que o amor desenvolve naturalmente.

Mas após a passagem da paixão, começam a aparecer as diferenças de cada indivíduo, suas características positivas e negativas, suas qualidades e seus defeitos. Os indivíduos mostram seu lado mais mesquinho, egoísta, exigente, cobrador e ao invés de doar amor, passam a querer recebê-lo a qualquer custo, de forma infantil.

É um período onde a criança carente habitante dentro de nós sai para fora com toda força reprimida, disposta a cobrar todo amor que lhe foi negado, negligenciado, não correspondido ou traumaticamente quebrado. (veja abaixo o workshop que estou realizando sobre o Acolhimento da Criança Interna Ferida).



Essa fase dos relacionamentos é uma das mais difíceis. Geralmente os casais que chegam na minha clínica estão nesse período e possuem pouca esperança e ainda muitas expectativas. Disposição para mudanças individuais e relacionais é uma qualidade a ser estimulada e conquistada na terapia de casal.

Para se construir um amor maduro e bem disposto – ao contrário de preguiçoso – cada indivíduo precisa lidar com os próprios demônios de sua criança interna ferida e não nutrida, aprendendo a cuidar dessa criança assim como das necessidades do eu adulto. Do contrário, irá projetar no parceiro amoroso essa demanda de cuidado.

Essa economia amorosa, doar pouco e esperar receber muito, ou doar muito e não receber nada, está fadada ao fracasso, mesmo quando os parceiros não se separam. Uma economia amorosa saudável sai da lógica capitalista de obtenção de lucro e vai para uma lógica de vida sustentável.

Na perspectiva sustentável do amor, há um pensamento ecossistêmico: respeito a si mesmo, ao outro, ao ambiente, ao coletivo e também a diversidade e as diferenças; interesse em preservação – e não em destruição egoísta - dos recursos naturais, individuais e coletivos; cada um se torna responsável por fazer sua parte na preservação do relacionamento e atua de forma cooperativa, estabelecendo parcerias ao invés de competições ou exigências infantis; flexibilidade para lidar com conflitos e crises promovendo mudanças e construindo um novo equilíbrio; e valorização dos papéis desempenhados por cada um. (conferir aqui um texto de Fritjof Capra sobre sustentabilidade).

No livro da Leila Pinheiro, ela escreve algo sobre o relacionamento da escritora Isabel Allende e seu marido Willian Gordon, nomeando um dos capítulos como “o amor elegante de Isabel Allende”. Ela relata como a Isabel se arruma todos os dias, passando maquiagem e colocando sapato de salto, para ir trabalhar - sendo que seu escritório é nos fundos de sua casa - com a intenção de ficar bonita para o marido. Ela se arruma para ele, mesmo podendo trabalhar de pijama o dia inteiro.

Esse gesto é apenas um dos milhares possíveis quando você está engajado e cuidadoso com o relacionamento e se recusa a deixar que a preguiça e a acomodação tomem conta e destruam a “elegância” no seu relacionamento.

Então, o convite está feito: construir um amor bem disposto! Você topa o desafio, querido(a) leitor(a)? Compartilhe conosco, no espaço para comentários abaixo, o que já fez para superar a preguiça no seu relacionamento.

Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
em Belo Horizonte
Referência das Figuras
 imagem retirada do google imagens.
2 - montagem feita por mim.
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

AMOR PLATÔNICO

AMOR PLATÔNICO

Recentemente fui ao lançamento do livro “Palavras de Poder – volume 3”, do autor Lauro Henriques Jr., que aconteceu na livraria Saraiva do Diamond Mall em Belo Horizonte. Já havia lido os dois primeiros volumes, “Palavras de Poder – volume mundo” e “Palavras de Poder – volume Brasil”, que tratam de entrevistas que o autor fez com vários mestres da espiritualidade e do autoconhecimento do Brasil e do Mundo. São livros que contêm a essência do ensinamento de cada pensador e nos servem de aprendizados valiosos.

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Soube do lançamento pelo facebook, pois sigo o autor na rede social, e logo decidi que iria, pois não poderia perder essa oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. E de fato foi uma experiência energizante poder conversar com ele um pouquinho durante o autógrafo do livro.
Achei o Lauro uma pessoa com uma energia maravilhosa, uma alegria e uma paz contagiantes, além de uma doçura no olhar e no tratamento das pessoas que ali estavam e comigo. Veja a recente entrevista de Conceição Trucom - uma das entrevistadas do terceiro volume - com o autor para ter uma noção sobre o que falo e conhecer um pouco do trabalho dele:


Seja por admiração ou por carência, fui acometida por um “leve acesso” de encantamento por ele, e em seguida pensei que seria um amor platônico.
“Que tolice a sua, Adriana” – foi o melhor pensamento que tive a respeito dessa situação. Os piores eu nem vou contar! Lembrei-me de quantos “amores platônicos” eu tive na adolescência – praticamente a adolescência toda – e logo concluí que a minha adolescente interna resolveu dar as caras escolhendo o “distinto” autor como alvo. Pensando em acolher minha querida adolescente, eu comecei a pensar sobre o tema para escrever aqui no blog e quem sabe alcançar uma elaboração emocional pra ela... ou melhor, para nós.
De acordo com minhas pesquisas, nas principais definições populares, o amor platônico se refere a qualquer tipo de relação afetuosa ou idealizada que se abstrai do elemento sexual, ou ainda alude a um amor impossível, difícil ou que não é correspondido.
(Um parêntese - no caso, o meu amor platônico abarcaria quase todas as características: idealizado, não sexual, impossível, difícil e não correspondido, já que o “objeto amado” mora em São Paulo, não me conhece pessoalmente para além do breve momento do autógrafo, jamais imagina “meu sentimento” e, portanto não me corresponde).
Segundo a autora Renée Webber, doutora em filosofia pela Universidade de Columbia e professora de filosofia na Universidade de Rutgers – EUA, e estudiosa de Platão, em entrevista realizada por Scott Minners, o amor platônico é um dos conceitos mais incompreendidos do filósofo, especialmente nesta questão do amor considerado ascético e assexuado. Webber aponta que para Platão o amor é um conceito cósmico, “é uma escada com sete degraus que vão do amor por uma pessoa até o amor pelas realidades superiores do universo” (conf. entrevista na íntegra), e que permanecer apenas no primeiro degrau é ficar paralisado em comparação a tudo que a pessoa poderia vir ser.
Diante da complexidade filosófica do tema, priorizaremos as definições populares, por serem as que estão mais relacionadas com o imaginário popular quando falamos sobre a ideia do amor platônico, mas fica o incentivo para a leitura da entrevista na íntegra devido a sua riqueza de informações sobre o amor na filosofia de Platão.
Por que ter um amor platônico é uma saída fácil? Primeiramente porque o nosso ideal de parceiro continua intacto, já que ele não é questionado por uma realidade vivida. O príncipe segue sendo príncipe eternamente e nunca vemos o lado sapo dele. Segundo, porque não corremos o risco de receber um não, de sermos rejeitados ou abandonados. Na fantasia do amante platônico o amor é perfeito assim como os diálogos internos estabelecidos, no entanto, ideal e irreal. Acredito que a minha adolescência foi permeada por amores platônicos exatamente por causa do medo da rejeição, já que eu tinha uma baixa autoestima, o que pode ser muito comum para os adolescentes em geral.
Por outro lado, ter um amor platônico é também uma saída difícil na medida em que o indivíduo fica preso numa fantasia não realizada, numa vida não vivida. Seu amor não é recíproco e então ele não recebe o amor em troca, e apesar da saída da realidade para “viver” o amor platônico no plano das ideias, em um determinado momento, o vazio e a falta de amor aparecerá como consequência da não realização do desejo. Ansiedade, medo, culpa, depressão e angústia são sentimentos recorrentes para estes “amantes”.
A idealização é um fator importante no amor platônico assim como no início de qualquer relacionamento, quando nos encantamos mais pelo ideal de parceiro que temos do que pela pessoa real na nossa frente. A diferença é que no amor platônico a chance de perder a idealização é menor pois não há relação na realidade, e na vida real sim, pois o parceiro real irá inevitavelmente se apresentando a nós.
Então, se pensarmos superficialmente, seria uma grande vantagem continuar tendo amores platônicos durante a vida: amores perfeitos, não correr riscos, menos corações partidos.
Mas ter uma vida – ou pseudo-vida - amorosa segura não significa ter uma vida amorosa feliz. No livro “Comer, Rezar, Amar”, quando Elizabeth está em dúvida sobre viver seu amor por Felipe, a xamã Wayan fala (no filme é o xamã Ketut quem fala) que as vezes, perder o equilíbrio por amor faz parte de ter uma vida equilibrada.
E eu estou de acordo! Como é bom sentir o frio na barriga da época do encantamento, quando ainda não sabemos se somos ou seremos correspondidos, ou quando escutamos um “eu te amo” pela primeira vez num momento totalmente inesperado, ou quando fazemos amor intensamente, corpos misturados e entregues. E como é difícil viver o fim, o adeus de alguém que ainda amamos, e sofrer todos os sentimentos de tristeza, melancolia, perda de controle do choro, angústia, etc..
SENTIR, esta é a palavra “mágica”.  Somente na realidade podemos de fato sentir. E quem sente está vivo! Quem não sente já morreu, em morte ou em vida. Seja no prazer ou na dor, vale muito a pena!

Texto dedicado a minha adolescente interna.
Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica em BH

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Referência da Figura
  fotos retiradas por mim
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