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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

CRISE – OPORTUNIDADE de Crescimento na Vida e nos Relacionamentos

CRISE- OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO NA VIDA E NOS RELACIONAMENTOS

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Passamos hoje por uma crise político-econômica nacional (sem falar das crises em outros países), que vem impactando diversos setores no mercado de trabalho e também a todos nós brasileiros, de forma mais ou menos direta. A forma como a mídia trata a crise tem a tendência de gerar medo e desespero por um lado em busca de favorecer e direcionar a população para uma escolha política de seus partidários, e a forma como o governo se posiciona tende a ser negando e ocultando a realidade.

Por que nos desesperamos diante das crises? Por que nos deixamos perturbar por toda problemática que envolve os períodos mais críticos? Perdemos nossa fé e esperança quando passamos por essas fases?

Acredito que a principal resposta é que não consideramos as crises como períodos naturais da vida humana e da vida em sociedade. Ainda temos uma visão linear da vida onde acreditamos que tudo deveria transcorrer equilibradamente sem nenhuma intercorrência negativa, mas isso não é real.

Individualmente passamos por diversas crises do crescimento normal como a passagem da infância para a adolescência, desta para a idade adulta e desta para a velhice. Todas essas passagens nos geram angústias, ansiedades, questionamentos, dúvidas, redefinições e crescimento. Os relacionamentos, todos eles, também passam por crises levando a uma mudança, seja na qualidade ou no rompimento.

Uma das definições contidas no livro de Leonardo Boff - “Crise – Oportunidade deCrescimento” (p.25) – aborda a crise como sendo uma descontinuidade, uma perturbação da normalidade da vida provocada pelo esgotamento das possibilidades de crescimento de um arranjo existencial.

Ou seja, a vida é dinâmica, mas tendemos a querer uma certa mesmice que nos dá segurança. Quando ficamos rígidos nessa mesmice e não evoluímos, a vida nos dá uma rasteira, gerando uma crise para que saiamos dessas estruturas cristalizadas.

Se formos comprometidos com nosso processo de crescimento e desejosos de mudanças contínuas nas nossas vidas, as crises terão menos impacto negativo e servirão de impulso para as transformações. Do contrário, quanto mais rígidos formos e mais quisermos estabilidade, mais sofreremos nessas fases, pois ou estaremos nos vitimizando ou fazendo um movimento contrário ao da mudança, e dispendendo um grande esforço para “voltar tudo ao normal, como era antes”.

Então, podemos considerar a crise brasileira como algo necessário dentro de um sistema rígido que já esgotou seus recursos evolutivos e não funciona mais. É fundamental que mudanças sejam realizadas para que o sistema político-econômico-social-cultural evolua. O problema (um deles na verdade), do meu humilde ponto de vista, é que nossas lideranças, e a própria coletividade, são mais conservadoras do que evolucionistas, procurando mais o retorno ao equilíbrio do que a ousadia da transformação. Isso sem falar no problema do poder, concentrado em poucas mãos que não têm interesse nenhum em mudanças que lhes afetem, preferindo o medo e a ignorância da grande maioria.

Pensando também pelo lado pessoal e relacional, devemos admitir o quanto somos conservadores. Como nos agarramos as velhas estruturas que antigamente davam certo! Acredito que somos seres extremamente inseguros internamente e que projetamos o tempo todo, essa busca de segurança externa. Não acreditamos nos nossos potenciais para a criatividade, inovação e revolução e isso é muito triste.

Leonardo Boff ainda define a crise como momento crítico, obscuridade, incerteza, demolição, limpeza, purificação, ruptura, descontinuidade, vitalidade criadora e decisão radical de mudança. É preciso demolir o velho para construir o novo, e essa é a parte dolorosa da crise. E por outro lado, o autor afirma que é necessária uma decisão pessoal de mudança, sem a qual a crise não pode ser superada. Sem tal decisão, a nossa ambiguidade apenas prolongará ou protelará o processo crítico, que voltará brevemente com mais virulência e força para destruir as velhas cristalizações.

Dessa forma, por mais que tentemos tapear, maquiar, adiar ou manipular, a crise é inevitável. Ou nos rendemos a ela e nos deixamos levar pelas suas águas turbulentas ou seremos assolados pela nossa própria viseira de negação.

Se a crise brasileira nos afeta diretamente, podemos nos vitimizar acusando o governo de ser ruim e malévolo e nos paralisar aí, ou podemos refletir sobre quais aspectos políticos-sociais-pessoais estão rigidificados e precisando de transformações urgentes, tomando algumas atitudes novas a partir da nossa tomada de consciência.

Se nossos relacionamentos estão em crise, podemos colocar a culpa no parceiro e esperar que ele se conserte ou que a relação acabe, ou podemos avaliar quais comportamentos e crenças nossos estão arraigados e rígidos e que não funcionam mais para a atual realidade da vida a dois.

Se estamos numa crise pessoal-individual, precisamos reavaliar nossos valores, nossos sonhos deixados para trás, nossos débitos em relação as nossas faltas de coerência interna, e buscar novos pensamentos, novos sonhos, novos sentimentos e novas atitudes perante a vida.

Estimado leitor, compartilhe conosco no espaço para comentários abaixo, suas ideias sobre as crises na sua vida e nos seus relacionamentos!



🙋🏻‍♀️Eu sou Adriana Freitas
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Adriana Freitas 🐛🦋 Saúde Total e Integral
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