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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

LIBERDADE X PERTENCIMENTO


LIBERDADE X PERTENCIMENTO


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Um dos valores principais da minha vida é a liberdade.
Eu sempre tive rejeição imediata com relacionamentos e pessoas controladoras, ciumentas e possessivas.
Se o pretendente tentasse me controlar de uma forma exagerada ele era descartado quase que de cara.
Mas o fato é que em todo relacionamento há um pouco de perda de liberdade em função da construção do sentimento de pertencimento e de vínculo.
O Pertencimento também tem as suas vantagens, pois é onde há trocas afetivas, cuidado mútuo e apoio para fazer da caminhada na vida uma parceria prazerosa e evolutiva.
Qual é o limite? Qual é o equilíbrio entre Liberdade e Pertencimento?
Quando somos inseguros emocionalmente, tendemos a tentar controlar as pessoas para que através de uma segurança externa, tenhamos uma segurança interna. Porém o controle se transforma numa compulsão facilmente, uma droga relacional.
E podemos entrar num jogo do sem fim, aprisionando nossa vida e a dos outros.
Quando nos amamos incondicionalmente, construímos a segurança interna. Não buscamos o relacionamento para provar nosso amor e valor próprio. Então estamos livres e damos liberdade para o outro nos amar ou não.
O equilíbrio então é o Amor Próprio.
Quem se ama está mais livre e pode estar ou não engajado num relacionamento. As duas possibilidades são entendidas como oportunidades de crescimento.

ADRIANA FREITAS🌻Desenvolvimento Humano
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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

SOMOS INDEPENDENTES?


SOMOS INDEPENDENTES?


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Aproveitando a data comemorativa de 7 de setembro, gostaria de trazer uma reflexão sobre a independência nas nossas vidas.

Infelizmente não temos muita noção do quanto somos manipulados e conduzidos pelos sistemas de poder ao nosso redor. Recebemos mensagens diretas e indiretas, desde a política mundial até os sistemas familiares mais próximos, sobre o que é certo ou errado, o que devemos ou não devemos fazer.
É uma ilusão acharmos que somos independentes.

Não fomos educados para pensar. Não há interesse em que a população tenha autonomia e comece a questionar as definições arranjadas pelos sistemas de poder, que só a uma minoria beneficia.

Portanto, fica muito claro o real motivo da falta de investimento na Educação. Quanto mais sucateado for o aprendizado, menos as crianças aprendem a pensar com análise crítica e autonomia, tornando-se adultos facilmente domináveis.

Num âmbito mais familiar, também não somos educados para expressar nossas emoções, sentimentos e demandas com clareza. Nem sempre somos ouvidos.
A divergência de pensamentos e posicionamentos geralmente produz conflitos e confusões nas relações mais íntimas. Aprendemos que a diferença resulta em rejeição, crítica e punição, e o melhor mesmo é nos calar e não expressar nossas angústias, dores e contraposições, para não correr o risco de perder o amor dos nossos entes queridos.

A comunicação é um problema recorrente nas relações familiares, de casal, empresariais e entre amigos.

Também não somos independentes para sentir e falar.

Inseridos nesses sistemas, construir uma independência e autonomia se torna um grande desafio:

* precisamos aprender a ser questionadores – não aceitar as falsas verdades impostas pelos sistemas de poder mais amplos, sem fazer uma análise crítica e reflexiva.

*precisamos aprender a buscar conhecimentos com firme decisão – ter uma postura de pesquisadores, de investigadores.

* precisamos parar de nos anestesiar com álcool, drogas e demais compulsões para aliviar nossas angústias existenciais, nos esforçando para ter uma postura ativa na busca de uma vida mais digna para nós.

*precisamos eliminar a “preguiça” existencial que nos deixa paralisados numa vida ruim, de forma passiva e vitimizada que coloca a culpa nos outros e nesses sistemas corruptos mais amplos.

Essa construção é muito trabalhosa e requer muito esforço da nossa parte. Não é para os preguiçosos e acomodados e sim para os corajosos e determinados.
Em qual categoria você se encaixa?


 Adriana Freitas

Psicoterapeuta Sistêmica
e Terapeuta de Casais
em Belo Horizonte
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Referência da Figura
1. Imagem retirada do google imagens


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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

CHUTAR O BALDE

CHUTAR O BALDE


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Às vezes na vida é preciso chutar o balde, fazer mudanças radicais.

Infelizmente nos habituamos até mesmo ao que é ruim. Ficamos dependentes de padrões negativos que só pesam nossas vidas. E o pior, nem percebemos ou nem enxergamos saídas.

Presos a relacionamentos tóxicos, a empregos abusivos, a familiares controladoes, manipuladores ou autoritários, a padrões indignos, vivemos uma vida sufocada, conflituosa, triste ou infeliz.

Algumas transformações podem ser graduais, processuais, como uma mudança de profissão, de cidade, ou de hábitos, etc.

Mas algumas, só chutando o balde mesmo. 
É comum que alguns indivíduos produzam melhores mudanças quando estão em crise. 
Chegar ao fundo do poço leva a uma profunda transformação interior que refletirá no exterior.

A principal habilidade a desenvolver é a coragem. Coragem de arriscar. 
Muitos tem medo da mudança por vários motivos: medo de magoar o outro, medo de não dar certo, medo de fracassar, medo de se perder... 


Geralmente as fantasias sobre a mudança são mais negativas que positivas. Não costumamos fantasiar positivamente, que vai dar tudo certo, que vamos conseguir, que vamos ser mais felizes.

Tememos a crise mas não há mudancas profundas sem crise. Quando estamos muito cristalizados na doença, somente uma crise brava consegue quebrar nossas amarras rígidas e antigas.

Viva a crise!! Viva a sua crise com consciência para utilizá-la como oportunidade de crescimento. Abra-se para o novo!

Está na sua hora de chutar o balde?

Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
e Terapeuta de Casais
em Belo Horizonte
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1. Imagem extraída do google imagens


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PASSARINHO ENGAIOLADO


PASSARINHO ENGAIOLADO

Da Série "Objetos Metafóricos no meu Consultório"



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Muitas vezes vivemos sem perceber, trancafiados em uma gaiola.

O que nos aprisiona?


Principalmente nosso sistema de crenças limitantes. São aquelas crenças que aprendemos na família de origem e não questionamos, não transformamos.

Fazer diferente é uma forma de ser desleal a nossa origem. Temos muito medo das consequências dessa deslealdade, medo especialmente de perder o amor de quem mais desejamos ser amados.

A gaiola muitas vezes é vista como segurança. Alçar novos vôos sempre parece arriscado e dá um medo danado! Nem sempre a gaiola é de todo ruim.

O problema é quando adoecemos ou entristecemos porque a gaiola limita nossos potenciais.

Quando temos um impulso de crescimento, um desejo de viver coisas novas e melhores, a gaiola fica pequena demais. 


Passarinhos foram feitos para voar. Em algum momento, acabaremos lembrando da nossa essência.

Coragem passarinho!!! 


Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
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1. Foto Minha


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segunda-feira, 25 de maio de 2015

1+1 = 1+1 - A CONTROVERSA INDIVIDUALIDADE NOS RELACIONAMENTOS

1+1 = 1+1

A CONTROVERSA INDIVIDUALIDADE NOS RELACIONAMENTOS

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Frequentemente na prática clínica com casais, procuro trabalhar a importância de se criar um espaço para cada parceiro ter seu momento de indivíduo sozinho.

Essa ideia na nossa cultura social e religiosa é muito controversa, pois em geral, os casais fazem muito esforço para serem um só. Já dizia o discurso religioso do casamento que dois viram um, “um só corpo e uma só carne”.

Recentemente, lendo o livro “Uma nova visão do amor” do Flávio Gikovate, clareou pra mim mais um pouco dessa dificuldade de se viver a individualidade dentro de um relacionamento. Ele argumenta que as nossas relações amorosas, são o reflexo da nossa busca pela fusão perfeita da simbiose mãe-filho no útero e nos primeiros momentos fora dele, no aconchego materno. É como se, além de não elaborarmos a perda dessa separação com a mãe, criássemos nosso conceito de amor baseado nessa fusão, e tentássemos alcançá-la novamente, projetando essa busca na vida a dois.

E se o amor é entendido como fusão, esperamos que nossos parceiros correspondam essa expectativa, também se fusionando a nós, o que compromete a vivência da individualidade e da liberdade, pois o que não é fusão será entendido como desamor.

Assim, buscamos relações onde 1+1=1. O problema dessa busca é que, apesar dela parecer ser possível no momento da paixão, ela não se sustenta por si só. Cada pessoa tem diversas funções na vida e não consegue estar 100% disponível para o parceiro o tempo todo. As falhas na simbiose perfeita aparecerão naturalmente quando alguém não puder corresponder alguma das expectativas do outro.

Gikovate também aponta que somos inteiros que se sentem metade. Esse sentimento de ser metade não é passível de ser preenchido pelo externo, exatamente porque o outro é falho. Somente cada indivíduo é capaz de buscar preencher o próprio vazio interno, na medida em que se responsabiliza por descobrir suas necessidades físicas, emocionais, intelectuais e espirituais, e quando passa a cuidar delas de forma atenciosa, amorosa e constante.

E apenas quando cada indivíduo consegue se sentir mais inteiro é que as relações podem se transformar em 1+1 = 1+1, modelo que considero mais saudável, havendo espaço para o indivíduo e para o casal.

Numa relação de dois inteiros, existem menos expectativas de suprimento fusional dos vazios emocionais. E por outro lado, existe mais disponibilidade de doação de um amor maduro para o outro.

Nesses casos, a individualidade não se torna uma ameaça para o outro, pois existe uma segurança interna de que cada um cuida de si, e o cuidado do outro vem como um acréscimo sadio e prazeroso. Não há uma dependência do cuidado do outro e se ele for embora haverá muita tristeza, mas não haverá esfacelamento do eu, desde que não haja mais fusão.

Ao contrário do que pensam os inseguros, a vivência da individualidade enriquece os relacionamentos, pois quando o outro pode ir “para o mundo” e viver novas experiências, ao voltar para o nosso lado ele traz toda riqueza que experimentou.

Lembrei-me do livrinho do Rubem Alves, “A menina e o pássaro encantado”. Quando a menina deixava seu pássaro livre para viajar o mundo, ele voltava com as penas multicores e lhe contava milhares de histórias fantásticas. Quando ela prendeu seu pássaro na gaiola, movida por sentimentos de ciúmes, insegurança e medo do abandono, ele foi ficando com cores escuras e sem vida.

Falando em sentimentos, Zuenir Ventura em seu livro “Inveja - Mal Secreto”, define o ciúme como sendo um desejo de exclusividade do objeto amado, um não desejo de dividi-lo com ninguém. É um sentimento que combina com meninas inseguras, com gaiolas e inviabiliza ainda mais a individualidade.

A não permissão para a vivência da individualidade nos relacionamentos reflete padrões infantilizados de vínculos com parceiros imaturos, inseguros e com um conceito de amor baseado na fusão.

A individualidade só deixará de ser uma ameaça na medida em que tivermos uma autoestima fortalecida, um amor próprio bem constituído e a liberdade de amar sem ser correspondido.

Você já evoluiu até este ponto, leitor? Ou ainda está buscando um amor de fusão? Deixe seu comentário no espaço abaixo!

Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
em Belo Horizonte

Referência da Figura

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domingo, 19 de abril de 2015

ALCOOLISTA E CODEPENDENTE – HOMENS MENINOS E MULHERES MÃES

ALCOOLISTA E CODEPENDENTE

HOMENS MENINOS E MULHERES MÃES

AA, alcoolismo, codependencia, mada, mulheres maes, anestesia, carencias

Não é incomum ouvirmos de mulheres, em diversos contextos, reclamações sobre a bebida dos maridos ou parceiros.

Nas festas, eles sempre querem ser os últimos a sair, enrolam a mulher com a palavra “saideira” para uma última cervejinha que nunca é a verdadeira última, e bebem sem limites. Elas chamam uma, duas, dez, vinte vezes para ir embora e sempre acabam cedendo as artimanhas dos parceiros, para não correrem o risco de serem “as chatas”, nem as “estraga festas”.

Esta cena tem como pano de fundo um problema, aliás dois problemas, quase sempre negados, ignorados e principalmente minimizados: o alcoolismo e a codependência. O padrão relacional alcoolismo-codependência afeta silenciosamente muitos casais e consequentemente, muitas famílias.

O alcoolismo, denominado cientificamente como Síndrome de Dependência do Álcool – SDA (clique aqui para ler o texto fonte), é definido como o uso abusivo do álcool, que dentro de um contexto biológico, familiar, social e cultural, acaba promovendo dependência física e psicológica. Em consequência, há um aumento da tolerância ao álcool (com necessidade de beber mais para fazer um efeito pequeno) e depois surgem os sintomas de abstinência que favorecem a formação de um ciclo vicioso, onde é necessário beber mais para aplacar tais sintomas. Assim, a dependência se retroalimenta e o indivíduo fica preso nesse ciclo doentio.

Diferentemente da SDA, existe mais silenciosamente o problema do uso nocivo do álcool, quando as pessoas abusam do álcool, mas este não gera o comprometimento direto em suas atividades de rotina. O resultado não é uma dependência de acordo com os critérios diagnósticos do DSM e CID, no entanto, esse padrão de consumo gera um impacto nos sentimentos dos indivíduos e em suas relações mais próximas.

Para além do prazer que o uso do álcool proporciona, questões psicológicas também estão envolvidas no uso nocivo e na SDA, como a necessidade de anestesiar sentimentos do passado ou aliviar o estresse da rotina pesada semanal.

É nesse contexto que se encontram as mulheres que reclamam da bebida dos seus parceiros. Eles são pessoas normais, trabalham e têm atividades sociais adequadas, mas fazem uso nocivo do álcool afetando suas relações amorosas.

Por outro lado, a codependência (conferir livro referência) é definida num sentido mais amplo como uma adicção a pessoas, comportamentos ou coisas, sendo uma ilusão de tentar controlar os sentimentos interiores através do controle de pessoas, coisas e acontecimentos exteriores.

Essas pessoas, diante de um quadro familiar de origem que não supriu suas necessidades de amor, entendem que precisam cuidar dos outros para serem amadas, e passam a reproduzir essa perspectiva em suas relações adultas.

E no caso dos relacionamentos afetivos, as mulheres codependentes ficam adictas aos homens alcoolistas, de forma tão elaborada que o próprio sentido de identidade pessoal – o eu – é brutalmente restringido e superlotado pelos problemas e pela identidade dessa outra pessoa. E assim, as mulheres se transformam em mães dos parceiros, e estes por sua vez se tornam seus filhos. Um casal que se complementa na doença de cada um.

Mas por trás do problema do casal, encontramos um grande vazio emocional que tanto o alcoolista quanto o codependente tenta preencher ou anestesiar com o uso da droga substância ou o desfocamento da própria vida fazendo do cuidado uma droga.

AA, alcoolismo, codependencia, mada, mulheres maes, anestesia, carencias


Esse vazio emocional refere-se as carências infantis, as necessidades emocionais não preenchidas, a uma fome por amor. São pessoas que tiveram relações familiares problemáticas, podendo incluir o próprio alcoolismo paterno e a negligência materna, que não deixam de ser violências explícitas ou implícitas. Só que a do alcoolista mais fácil de enxergar do que a do codependente, que fica mascarada como bondade, preocupação, cuidado e zelo.

As dinâmicas familiares que possuem o alcoolismo, a negligência, a violência, o abuso físico-sexual-emocional, assim como outros problemas, geram feridas profundas que ficam marcadas por toda a vida. Temos a tendência de repetir essas feridas na vida adulta e nos relacionamentos, inconscientemente, atraindo parceiros que tenham conceitos de amor, imaturidades emocionais, e (in)disponibilidade emocional semelhantes as nossas histórias de origem.

Dessa forma, apesar do alcoolismo e da codependência serem comportamentos opostos, eles são duas faces de uma mesma moeda emocional, e é por isso que esses parceiros se aproximam, se apaixonam e se casam, repetindo o ciclo afetivo que aprenderam em suas famílias de origem.

Diante desse quadro na relação a dois, como sair do papel materno e como sair do papel de filho?

Ambos parceiros, alcoolista e codependente, precisam crescer emocionalmente, o que dá muito trabalho e requer muitas vezes um trabalho de psicoterapia. Isso porque é necessário entrar em contato com as feridas infantis, destrinchá-las, compreendê-las, aprender admitir e a lidar com a dor do vazio emocional de origem, enxergar as necessidades não atendidas do passado e do presente aprendendo a cuidar delas. Além disso é preciso aprender sair desses papéis viciados e a funcionar em outros papéis diferentes.

Falando assim parece fácil, mas fazendo uma analogia ao trabalho realizado com as dependências químicas, este é também um processo de longo prazo, com recaídas e recomeços, pois sair de padrões relacionais viciados é  tão difícil quanto sair da droga. Quem se habilita?

Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
em Belo Horizonte

Referência da Figura
1 e 2 – Imagens retiradas do google imagens

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